quarta-feira, 12 de junho de 2013

Encontro do dia 08/06/2013

Na manhã do dia 08/06/2013, prosseguimos no nosso debate sobre "As Seis Lições", de Ludwig von Mises. Foi discutido a Terceira Lição - O Intervencionismo.

Mises deixa claro que o objetivo do governo, ao intervir na economia, é fazer com que os produtores ajam de maneira diversa da qual agiriam caso obedecessem apenas as preferências dos consumidores. As medidas intervencionista tem como objetivo tirar do consumidor a supremacia do mercado.

Devido ao pouco tempo Mises se apega à um exemplo para elucidar os efeitos do intervencionismo no mercado: o controle de preços, especificamente do leite.

Para tentar agradar os consumidores, que se queixam do alto preço do leite, o governo estipula um preço máximo para o produto, preço esse inferior ao natural de mercado. Observaremos logo dois efeitos. A demanda pelo produto crescerá muito, devido ao preço mais baixo. Porém, alguns produtores que produzem com maiores custos, que Mises chama de produtores marginais, não mais terão como fornecer o leite sem que tenham prejuízo. Esses produtores vão deixar de fornecer leite à população, partindo para outros ramos ( vendendo o gado para corte, ou produzindo derivados do leite).

A interferência do governo no preço resulta então numa menor quantidade de leite no mercado do que havia antes da regulação do preço, ao mesmo tempo em que a demanda cresce. Antes o leite era caro, mas era possível comprá-lo. Agora a quantidade no mercado não é suficiente para atender à demanda.

O governo parte então para outra solução, o racionamento. Determina arbitrariamente quem deve consumir e quem não deve. Quem pode comprar e qual quantidade pode comprar, e quem não pode.

Para tentar reduzir os custos do leite, e fazer assim com que os produtores marginais voltem a fornecê-lo, o governo passa a estudar os fatores de produção, e opta por regular, assim como fez com o leite, o preço da ração para o gado. Tudo o que aconteceu com o leite, repete-se agora com a ração, pelos mesmos motivos.

A partir do momento que o governo fixa preços para bens de consumo, para manter os produtores no mercado, precisa recuar sempre no sentido dos bens de produção necessários para a produção. Assim, o que começa com o simples controle de poucos preços de bens de consumo, se direciona no sentido da base do setor produtivo, fixando preço para todos os fatores produtivos, sem conseguir escapar do controle salarial. 

Outro problema que surge é a necessidade de controlar preços também dos bens de luxo, uma vez que, se esses produtos não tem preço controlado, haveria uma grande fuga de capital no sentido de produzir esses bens. Cada vez mais haveria menor quantidade dos bens de primeira necessidade no mercado.

O objetivo era tornar o bem mais acessível ao povo, mais fácil de comprar. O resultado encontrado foi exatamente o oposto, o produto some do mercado, e ninguém, mesmo que tenha condições financeiras de pegar por ele, consegue ter acesso. Para resolver o problema o governo caminha a passos largos no sentido de controlar tudo: preços, salários, taxas de juro... em resumo, tudo que compõe o conjunto da economia do país é controlado pelo governo, o que obviamente é socialismo

A conclusão que Mises tira do intervencionismo é essa. Qualquer mínima intervenção estatal gera mais e mais intervenção, pois os efeitos são sempre contrários ao que era esperado, e se fazem necessárias outras medidas para tentar controlar isso. Inevitavelmente no fim das contas o governo estará controlando tudo, ou seja, o processo intervencionista sempre acabará no socialismo.

Estiveram presentes: Alex Biz Pluijlaar, Alexandre Melchior Rodrigues Filho, Fernando Alves Silveira, Rodrigo Martins de Medeiros, Paula Letícia e Raffael de Faveri.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Quarto Encontro

No dia 25 de maio o grupo prosseguiu com o debate do livro as seis lições de Mises como acordado, sendo o segundo capitulo o contemplado.

Em breve resumo o capitulo intitulado O Socialismo, Mises inicia elucidando o principio de liberdade como um sistema de cooperação de indivíduos, no qual a divisão social do trabalho se realiza pelo mercado, como foi abordado na apresentação durante o encontro, a liberdade é o fim em si mesmo, não há como haver liberdade econômica dissociado de outras liberdades, como: liberdade de expressão, liberdades legais, institucionais entre outras.  Avançando no texto foi abordado o conceito de liberdade de Roussau e Bastiat, que Mises usa para introduzir uma série de comparações entre o sistema capitalista e socialista ao longo do texto, sempre amparados por exemplos históricos, esta contraposição de ideias e prática, pode ser mais facilmente observada em uma passagem que Mises define a diferença entre escravidão e liberdade e afirma que na economia de mercado todos prestam serviços aos seus concidadãos e a si mesmos, refutando assim o principio da luta de classes, axioma principal do socialismo. Já no final do texto Mises aborda o tema do cálculo econômico, ao qual afirma que o insucesso do socialismo advém dentre outros da incapacidade do sistema socialista de realizar o cálculo econômico, tomando como exemplo a “experiência soviética”. Como consequência direta desta incapacidade deriva-se um padrão de vida inferior ao de economia livre, neste mesmo arremate Mises, define o papel tanto de consumidor quanto de comprador que o agente humano assume em uma economia livre, em detrimento de um regime socialista que deixa para o povo e consumidor apenas a tarefa de obedecer.


Alem dos próximos capítulos a serem apresentados, ficou definido a divulgação do grupo de estudos em outras fases do curso de economia.

Estavam presentes Professor Amauri, Alex Biz Pluijlaar, Alexandre Melchior, Fernando Alves e Rodrigo Martins.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Terceiro encontro

No dia 18 de maio, o grupo passou a debater o livro "As Seis Lições", de Ludwig von Mises, conforme havia se decidido no encontro anterior.

Como ficou convencionado que seria abordado um capítulo por semana, começando do primeiro, nesse dia discutiu-se a primeira lição, que tratava do Capitalismo.

Estavam presentes os professores Thiago Fabris e Amauri Nascimento, bem como os alunos Fernando Alves Silveira, Rodrigo Martins de Medeiros, Alex Biz Pluijlaar - o milho, Leandro Rosa - o baianinho, Patrick Paes, Alexandre Melchior.

Desde o começo do grupo, esse foi o encontro com mais participantes - 8.

A abordagem parece ter sido melhor que ficar discutindo temas - como se deu no começo (dois primeiros encontros). A partir do texto de Mises pode-se tratar de diversos assuntos diferentes.

Na próxima semana, vamos passar para o segundo capítulo, que trata do socialismo.

Primeiro e segundo encontro

Texto do Rodrigo Martins de Medeiros sobre o primeiro e o segundo encontro. O segundo encontro foi no dia 11 de maio.


Primeiro encontro

Dia 04 de Maio de 2013 se reuniram no Bloco I do curso de Economia da Unesc alguns alunos e professores que buscavam pela sua livre iniciativa conhecer melhor a teoria econômica do ponto de vista da Escola Austríaca de Economia, sendo eles o Professor Msc Amaury de Souza Porto Júnior, Alex BizPluijlaar, Fernando Alves Silveira e Rodrigo Martins de Medeiros. No primeiro encontro se debateu o conceito de praxeologia.


Segundo encontro

Dando prosseguimento aos estudos da Escola Austríaca, os acadêmicos se reuniram novamente para debater de uma forma mais aprofundada a praxeologia, elemento fundamental da teoria de Mises. Também foi debatido sobre a questão de patentes e outras aplicações práticas da teoria Austríaca.



segunda-feira, 29 de abril de 2013

Ponta-pé inicial

No sábado, dia 27 de abril de 2013, começaram as atividades do Grupo de Estudos de Escola Austríaca - GEEA da Unesc.

Na verdade, ninguém escolheu nome nenhum pro grupo. Essa é só a sigla que saiu naturalmente a partir do objetivo das reuniões.

A turma que resolveu formar o grupo se reuniu pela primeira vez numa sala de aula da Unesc oferecida pelo coordenador do curso de Economia, Professor Thiago Fabris, que também participará dos encontros.

Então, antes de mais nada, obrigado ao Professor Thiago por incentivar essa movimentação expontânea dos alunos!

Aliás, fica o agredecimento também ao Professor Amauri de Souza Porto Júnior, que se ofereceu para coordenar os trabalhos.


Além dos dois professores, estiveram presentes na inauguração do grupo os seguintes alunos:

- Patrick Paes
- Fernando Alves Silveira
- Rodrigo Martins de Medeiros
- Alex Biz Pluijlaar
- Pricila Daufenbach
- Alexandre Melchior Rodrigues Filho

Ficou decidido que o grupo se reuniria todos os sábados a partir do dia 4 de maio de 2013 e seguiria, na medida do possível, a orientação do Instituto Mises Brasil - IMB (www.mises.org.br) e da instituição Estudantes Pela Liberdade - EPL (www.epl.org.br) com relação aos textos a serem lidos.

Além disso, foi proposto pelo Professor Amauri um nivelamento para que todo mundo, eventualmente, consiga acompanhar as discussões antes de maiores aprofundamentos.

Por fim, o grupo fica esperando, desde já, uma definição por parte da Unesc com relação ao fornecimento de certificados de carga horária para fins, entre outras coisas, de acúmulo das famosas horas de atividades complementares, necessárias para os estudantes da graduação conseguirem colar grau.

Este espaço será utilizado para publicação de links para os textos/mídias a serem estudados, comentários dos interessados (participantes ou não, alunos ou não) e outras coisas mais.

Era isso! Vamos aguardar o encontro do dia 4 de maio.